Saúde

Tireóide

18.4
Dra. Patrícia Peixoto

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A tireóide, glândula que se localiza na parte anterior do pescoço e  produz os hormônios T3 e T4, quando tem seu funcionamento alterado para mais (hipertireodismo) ou para menos (hipotireoidismo ) gera uma série de sintomas

Mas uma pergunta que ouço com frequência é:

“Como e quando devemos avaliar o funcionamento de nossa tireóide?”

Vamos começar pelo quando:

  • Mesmo sem sintomas, a cada cinco anos em indivíduos com idade igual ou superior a 35 anos;
  • Mulheres grávidas, pois o hipotireoidismo não detectado na gravidez poder afetar o desenvolvimento neuropsicomotor a sobrevida do bebê
  • Pacientes com risco aumentado de disfunção tireoidiana, como aqueles que têm história familiar de doença na tireóide em parentes de primeiro grau, bem como em outras situações mais específicas que o médico saberá identificar.
  • Em crianças e adolescentes com baixa estatura e/ou baixa velocidade de crescimento;
  • Crianças com distúrbios da evolução puberal
  • Crianças e adolescentes com suspeita de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade ou queda no rendimento escolar sem causa reconhecida
  • Pessoas que tenham sintomas de hipotireoidismo: bócio, desânimo, cansaço, sono excessivo, dores musculares e articulares, retenção de líquidos, ganho de peso, cabelos e unhas fracos  e pele ressecada, irregularidade menstrual, sintomas depressivos, redução de libido, ginecomastia em homens, entre outros
  • Pessoas com sintomas de hipertireodismo: emagrecimento, agitação, insônia, taquicardia, tremores, aumento de volume cervical, entre outros.
  • Pessoas que notem aumento do volume do pescoço, mesmo que não tenham outros sintomas.

E como a avaliação deve ser feita?

O médico capacitado para avaliar a tireóide é o endocrinologista. Diagnósticos incorretos levam pessoas a deixarem de ser tratadas, enquanto outras acabam usando medicamentos ou sendo submetidas a cirurgias ou outros tratamentos sem indicação.

Uma boa avaliação começa com coleta da história clinica, avaliando as queixas de modo global e sistematizado. O exame físico, com palpação da tireóide durante a consulta é outra etapa importante da avaliação. Por fim, solicita-se a dosagem no sangue do TSH, e não o níveis de T3 e T4, como a maioria das pessoas imagina. A interpretação dos resultados definirá a diagnóstico e o tratamento e para isso consideramos de modo diferente grupos diversos como crianças, gestantes, idosos e adultos jovens.

MUITO IMPORTANTE:

1 – Em todas os casos, deve-se confirmar a elevação de TSH, repetindo sua dosagem, junto com T4livre, antes de iniciar a reposição com levotiroxina.

2 – T4 total e T3 total e livre não são necessários para diagnóstico, podendo mesmo prejudicar a avaliação é correto tratamento.

3 – Se o paciente tem sintomas de hipotireoidismo e/ou hipertireoidismo mas isso não se confirma com os exames, devemos investigar outras causas. Usar hormônio tireoidiano sem necessidade é perigoso, podendo causar arritmias, elevação da pressão arterial e osteoporose.

4 – Ultrassonografia da tireóide pode auxiliar o diagnóstico em alguns casos

5 – A concentração de TSH deve ser avaliada periodicamente, sendo o melhor marcador para avaliação e controle de tratamento do hipotireoidismo primário.

6 – Outros exames como anticorpos antiTPO e antiTG serão pedidos de acordo com cada caso.

Na dúvida, procure um especialista!

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